Um smartphone todo-o-terreno, a que muitos chamam telemóvel anti-choque, é um telemóvel feito para aguentar quedas, pó e água sem andar metido numa capa grossa. Dá jeito a quem trabalha na obra, num armazém ou no campo, e a quem passa muitas horas ao ar livre. Na ficha técnica, olhe primeiro para a proteção IP68, para a certificação MIL-STD-810H e para a bateria.
Resposta curta
Num todo-o-terreno, o mínimo é IP68, que dá proteção total contra o pó e aguenta imersão em água.
A MIL-STD-810H mostra que o modelo foi posto à prova com quedas, vibração e calor ou frio extremos.
Em turnos longos sem tomada por perto, uma bateria grande ou removível faz diferença.
No trabalho, o NFC, um ecrã que funcione com luvas e um botão programável poupam tempo.
Dos telemóveis de teclas aos smartphones robustos
Os velhos telemóveis de teclas, os Nokia por exemplo, ganharam fama de sobreviver a quase tudo. Depois vieram os smartphones, com ecrãs grandes de vidro, e a resistência ficou pelo caminho.

Só mais tarde surgiram os modelos reforçados. A Caterpillar esteve entre as primeiras marcas a apostar neles, e a Doogee, a Oukitel e a Ulefone seguiram-lhe os passos. Por causa da proteção extra, pesam mais e são mais grossos do que um telemóvel comum. Um exemplo é o Ulefone Armor X12 Pro, com certificação IP68 e IP69K.
O que distingue um smartphone todo-o-terreno
Proteção IP68
No código IP68, o 6 quer dizer proteção total contra o pó. O 8 indica que o telemóvel aguenta estar submerso em água, nas condições definidas pelo fabricante, e é esta a classificação mínima a procurar num todo-o-terreno. O IP69K, que alguns modelos juntam ao IP68, vem de um ensaio da norma ISO 20653 com jatos de água a 80 °C e a alta pressão, disparados a 10 ou 15 cm do aparelho. É o tipo de jato de uma máquina de lavar a pressão.

Resistência a quedas
A carcaça reforçada, os cantos protegidos e o vidro resistente ajudam o telemóvel a aguentar uma queda no chão da obra. A certificação MIL-STD-810H é uma norma militar dos Estados Unidos. Quando um modelo a tem, quer dizer que foi testado contra quedas, vibração e temperaturas extremas.

Bateria
Há muitos destes modelos com baterias grandes, algumas de 8000mAh. Outros apostam na bateria removível, e aí basta andar com uma de reserva no bolso para a trocar em segundos a meio do turno. Para um fim de semana no campo, longe de tomadas, a power bank Vention de 30000mAh carrega o telemóvel e mais dois aparelhos ao mesmo tempo.

Funcionalidades úteis
NFC, para pagar e usar cartões de acesso.
Ecrã que responde com luvas ou com as mãos molhadas.
Botão programável para abrir uma aplicação ou ler códigos de barras.
Leitor de impressões digitais.

Dica
Com uma capa resistente, um smartphone normal fica protegido contra quedas, mas continua a não ser à prova de água. Se no trabalho apanha chuva, lama ou jatos de mangueira, compensa ir logo para um modelo com IP68 de origem.
Um exemplo de smartphone robusto
O Ulefone Armor X12 Pro, de que falámos acima, tem ecrã de 5,45 polegadas e junta ao IP68 a certificação IP69K, contra jatos de água. Leva 4GB de RAM e 64GB de armazenamento, que se alargam com um cartão microSD, e sai de fábrica com Android 13. Tem NFC, mas a bateria não é removível.
Perguntas frequentes
Um telemóvel com IP68 pode ir para debaixo de água?
Pode, dentro das condições que o fabricante indica. No Armor X12 Pro, a Ulefone testou-o a 1,5 metros de profundidade durante 30 minutos. Normalmente falamos de água doce, com profundidade e tempo limitados. O mar e a água com cloro das piscinas não entram nesses testes, por isso, se o telemóvel apanhar uma ou outra, passe-o depois por água doce.
Qual é a diferença entre IP68 e MIL-STD-810H?
O IP68 diz respeito ao pó e à água. Já a MIL-STD-810H tem a ver com quedas, vibração e temperaturas extremas. Há telemóveis que têm uma e não têm a outra, por isso convém procurar as duas na ficha técnica.
Vale a pena ter bateria removível?
Vale, se faz turnos compridos sem uma tomada por perto, porque pode levar uma carregada no bolso e trocar quando a outra acaba. No dia a dia normal, uma bateria fixa com boa capacidade costuma chegar.
Um smartphone robusto serve para o dia a dia?
Serve. Faz chamadas, tem WhatsApp, tira fotografias e paga por NFC, como qualquer outro telemóvel. A diferença está no peso e na espessura, que é o que se dá em troca da resistência.
Não precisa de um telemóvel robusto?
Também temos smartphones recondicionados, testados pela nossa equipa.
